Ciclovia Chaves Vila - Real (conclusão 1ª fase - Junho 2003)
 
 

PROPOSTA DE ESTUDO ESTRATÉGICO
E
PROJECTO DE EXECUÇÃO


As Câmaras Municipais de Chaves, Vila Pouca de Aguiar e Vila Real, cientes das potencialidades turísticas do eixo constituído pelos três concelhos, que constitui um dos mais belos e motivantes destinos turísticos de Portugal, decidem reunir esforços, tendo em vista desenvolver a maior ciclovia do País, ao longo da antiga ferrovia que liga Chaves a Vila Real, passando designadamente por Vidago, Pedras Salgadas e Vila Pouca de Aguiar.


O espaço canal correspondente a antiga linha ferroviária, compreendida entre Chaves e Vila Real, que percorre alguns dos núcleos urbanos mais emblemáticos do Alto Tâmega, como Vidago, Pedras Salgadas e Vila Pouca de Aguiar, permite desenvolver um corredor pedonal e velocipédico ao longo do seu curso, que constituirá uma alternativa de lazer, de animação cultural e turística, um elemento internacionalmente referenciador da rota das águas termais, designadamente no mapa verde europeu e mais importante, um elemento estruturante no ordenamento desta área da região norte, por  ligar, num percurso de importância turística e económica evidente, o Alto Tâmega a Vila Real, num eixo de atracção de grandes mercados turísticos, tão diferentes como o Porto e Orense.


Constituindo seguramente um novo elemento de atractividade turística, esta ciclovia oferece não apenas mais uma alternativa de lazer e de mobilidade, mas também um novo elemento de caracterização, recheado de novos pontos de interesse, ao longo do eixo fundamental desta rota. Será seguramente a maior ciclovia do País e também por isso contribuirá de modo muito significativo para a promoção deste eixo turístico.


Para além destes elementos, outras potencialidades se apresentam como sendo de realçar:
- Efeitos de ordem sanitária - a desertificação e degradação deste corredor transforma-o em factor de risco, que diminuirá sensivelmente, se não desaparecer por completo, com o respectivo arranjo;
- Alternativa de lazer para a população local - permitindo que esta passe a usufruir de novas áreas de lazer;
- Ligação pedonal e velocipédica de grande qualidade - porque quase todo o percurso decorrerá dentro do conceito de "no traffic zone": atracção de visitantes, que poderão estacionar junto ao corredor e deslocar-se por ele, a pé ou de bicicleta, até ao centro das vilas e cidades abrangidas, contribuindo assim para a diminuição do tráfego automóvel de proveniência turística nesses centros urbanos;
- Alternativas múltiplas de passeio para quem esteja de férias num dos centros urbanos abrangidos ou em áreas limítrofes, aumentando a oferta turística da rota das águas termais e de Vila Real com uma proposta que sai da rotina, sendo segura, divertida e saudável;
- Efeitos económicos positivos para o comércio, a hotelaria e a restauração da região atravessada pelo corredor, porque a ciclovia é um elemento adicional para fidelizar clientes e aumentar o número de dias de permanência, designadamente nos turistas de passagem, nos que programam estadias curtas e nos que se encontram sem programa, assim como no mercado dos cicloturistas nacionais e espanhóis, que ficarão com o seu melhor destino no eixo Chaves/Vila Real;
- Efeitos importantes de índole urbanística, porque se assegurará sem conflito a permanência de um espaço canal que constitui uma reserva estratégica estruturante para a rota das águas termais e para o concelho de Vila Real


Com este empreendimento, as três Câmaras pretendem também a criar em parceria renovadas perspectivas económicas e novas alternativas de lazer para a população dos três concelhos.


Propõe-se o desenvolvimento da seguinte metodologia:


FASE 1: Realização de um relatório estratégico


O Estudo deverá definir as potencialidades turísticas da ciclovia em apreço, construir cenários prospectivos consonantes com as potencialidades identificadas e determinar um quadro estratégico de desenvolvimento do cicloturismo, que seja base para a criação de consensos entre os parceiros locais e as tutelas em presença.  Consubstanciar-se-á, conforme é determinado, na identificação, definição e apresentação de propostas de opções estratégicas, em opções de usos para estações e apeadeiros, numa proposta de infraestruturas para a ciclovia em apreço e designadamente, na definição dos pontos de vista a realçar, tudo sustentado em cartografia digital, e composto dos seguintes elementos:


a) Definição do conceito do corredor, com uma visão funcional bem delimitada;
b) Com o apoio das Câmaras envolvidas, levantamento das virtualidades sociais, patrimoniais, naturais, rurais e comerciais que deverão ser integradas como oferta relacionada com a ciclovia, em percursos turísticos e culturais adjacentes;
c) Com o apoio das Câmaras envolvidas, levantamento de terrenos contíguos ao corredor, que sejam utilizáveis para a sua composição, dada a natureza de propriedade ou posse pública dos mesmos;
d) Levantamento dos espaços integrados no anterior domínio ferroviário;
e) Levantamento da situação física, ecológica e paisagística em que se encontra o espaço canal;
f) Levantamento dos problemas de segurança, designadamente atravessamentos, comunicações, sistemas de vigilância e acesso de viaturas de emergência;
g) Programação a utilizar e projecto:
   g.1) Tipo de pisos a utilizar para efeitos pedonais e velocipédicos;
   g.2) Composição paisagística - localização orientadora para jardins, localizações arbustivas ou arbóreas a desenvolver, percursos paralelos, locais de descanso, sombras, envolventes do edificado de apoio ao corredor, etc;
   g.3) Programas dos elementos edificados ou a edificar;
   g.4) Definição dos pontos de vista a realçar e localização dos miradouros ao longo do corredor;
   g.5) Elementos condicionadores da sinalização e informação pública a criar;
   g.6) Soluções para salvaguarda da função de escoamento de águas pluviais;
   g.7) Elementos condicionadores da iluminação a utilizar ao longo do percurso;
   g.8) Alternativas de animação a estabelecer ao longo do percurso.
h) Concepção de soluções de gestão do corredor, tendo em vista assegurar a respectiva autosustentabilidade em termos de manutenção.


FASE 2: Projecto de execução do corredor, nas condições e termos que resultarem das opções municipais relativamente ao estudo apresentado na fase 1.


EQUIPA
Coordenação - Prof. Dr. Rogério Gomes, Urbe
Arquitectura Paisagista - Equipa do Instituto Superior de Agronomia da 
Universidade Técnica de Lisboa, sob coordenação da
Professora Doutora Manuela Raposo de Magalhães.
Arquitectura - Mestre Arquitecto Joaquim Flores e Arquitecto João Couceiro.
Mobilidade - Prof. Engenheiro Rui Loureiro, Instituto Superior Técnico

   
 
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