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  Ciclovia Chaves Vila - Real
 
 

PROPOSTA DE ESTUDO ESTRATÉGICO
E
PROJECTO DE EXECUÇÃO


As Câmaras Municipais de Chaves, Vila Pouca de Aguiar e Vila Real, cientes das potencialidades turísticas do eixo constituído pelos três concelhos, que constitui um dos mais belos e motivantes destinos turísticos de Portugal, decidem reunir esforços, tendo em vista desenvolver a maior ciclovia do País, ao longo da antiga ferrovia que liga Chaves a Vila Real, passando designadamente por Vidago, Pedras Salgadas e Vila Pouca de Aguiar.


O espaço canal correspondente a antiga linha ferroviária, compreendida entre Chaves e Vila Real, que percorre alguns dos núcleos urbanos mais emblemáticos do Alto Tâmega, como Vidago, Pedras Salgadas e Vila Pouca de Aguiar, permite desenvolver um corredor pedonal e velocipédico ao longo do seu curso, que constituirá uma alternativa de lazer, de animação cultural e turística, um elemento internacionalmente referenciador da rota das águas termais, designadamente no mapa verde europeu e mais importante, um elemento estruturante no ordenamento desta área da região norte, por  ligar, num percurso de importância turística e económica evidente, o Alto Tâmega a Vila Real, num eixo de atracção de grandes mercados turísticos, tão diferentes como o Porto e Orense.


Constituindo seguramente um novo elemento de atractividade turística, esta ciclovia oferece não apenas mais uma alternativa de lazer e de mobilidade, mas também um novo elemento de caracterização, recheado de novos pontos de interesse, ao longo do eixo fundamental desta rota. Será seguramente a maior ciclovia do País e também por isso contribuirá de modo muito significativo para a promoção deste eixo turístico.


Para além destes elementos, outras potencialidades se apresentam como sendo de realçar:
- Efeitos de ordem sanitária - a desertificação e degradação deste corredor transforma-o em factor de risco, que diminuirá sensivelmente, se não desaparecer por completo, com o respectivo arranjo;
- Alternativa de lazer para a população local - permitindo que esta passe a usufruir de novas áreas de lazer;
- Ligação pedonal e velocipédica de grande qualidade - porque quase todo o percurso decorrerá dentro do conceito de "no traffic zone": atracção de visitantes, que poderão estacionar junto ao corredor e deslocar-se por ele, a pé ou de bicicleta, até ao centro das vilas e cidades abrangidas, contribuindo assim para a diminuição do tráfego automóvel de proveniência turística nesses centros urbanos;
- Alternativas múltiplas de passeio para quem esteja de férias num dos centros urbanos abrangidos ou em áreas limítrofes, aumentando a oferta turística da rota das águas termais e de Vila Real com uma proposta que sai da rotina, sendo segura, divertida e saudável;
- Efeitos económicos positivos para o comércio, a hotelaria e a restauração da região atravessada pelo corredor, porque a ciclovia é um elemento adicional para fidelizar clientes e aumentar o número de dias de permanência, designadamente nos turistas de passagem, nos que programam estadias curtas e nos que se encontram sem programa, assim como no mercado dos cicloturistas nacionais e espanhóis, que ficarão com o seu melhor destino no eixo Chaves/Vila Real;
- Efeitos importantes de índole urbanística, porque se assegurará sem conflito a permanência de um espaço canal que constitui uma reserva estratégica estruturante para a rota das águas termais e para o concelho de Vila Real


Com este empreendimento, as três Câmaras pretendem também a criar em parceria renovadas perspectivas económicas e novas alternativas de lazer para a população dos três concelhos.


Propõe-se o desenvolvimento da seguinte metodologia:


FASE 1: Realização de um relatório estratégico


O Estudo deverá definir as potencialidades turísticas da ciclovia em apreço, construir cenários prospectivos consonantes com as potencialidades identificadas e determinar um quadro estratégico de desenvolvimento do cicloturismo, que seja base para a criação de consensos entre os parceiros locais e as tutelas em presença.  Consubstanciar-se-á, conforme é determinado, na identificação, definição e apresentação de propostas de opções estratégicas, em opções de usos para estações e apeadeiros, numa proposta de infraestruturas para a ciclovia em apreço e designadamente, na definição dos pontos de vista a realçar, tudo sustentado em cartografia digital, e composto dos seguintes elementos:


a) Definição do conceito do corredor, com uma visão funcional bem delimitada;
b) Com o apoio das Câmaras envolvidas, levantamento das virtualidades sociais, patrimoniais, naturais, rurais e comerciais que deverão ser integradas como oferta relacionada com a ciclovia, em percursos turísticos e culturais adjacentes;
c) Com o apoio das Câmaras envolvidas, levantamento de terrenos contíguos ao corredor, que sejam utilizáveis para a sua composição, dada a natureza de propriedade ou posse pública dos mesmos;
d) Levantamento dos espaços integrados no anterior domínio ferroviário;
e) Levantamento da situação física, ecológica e paisagística em que se encontra o espaço canal;
f) Levantamento dos problemas de segurança, designadamente atravessamentos, comunicações, sistemas de vigilância e acesso de viaturas de emergência;
g) Programação a utilizar e projecto:
   g.1) Tipo de pisos a utilizar para efeitos pedonais e velocipédicos;
   g.2) Composição paisagística - localização orientadora para jardins, localizações arbustivas ou arbóreas a desenvolver, percursos paralelos, locais de descanso, sombras, envolventes do edificado de apoio ao corredor, etc;
   g.3) Programas dos elementos edificados ou a edificar;
   g.4) Definição dos pontos de vista a realçar e localização dos miradouros ao longo do corredor;
   g.5) Elementos condicionadores da sinalização e informação pública a criar;
   g.6) Soluções para salvaguarda da função de escoamento de águas pluviais;
   g.7) Elementos condicionadores da iluminação a utilizar ao longo do percurso;
   g.8) Alternativas de animação a estabelecer ao longo do percurso.
h) Concepção de soluções de gestão do corredor, tendo em vista assegurar a respectiva autosustentabilidade em termos de manutenção.


Propostas para miradouro ao longo da Ciclovia



FASE 2: Projecto de execução do corredor, nas condições e termos que resultarem das opções municipais relativamente ao estudo apresentado na fase 1.


FICHA TÉCNICA 


Realizado por:


Urbe – Núcleos Urbanos de Pesquisa e Intervenção


Instituto Superior de Agronomia – Secção Autónoma de Arquitectura Paisagista


 


Direcção e Coordenação Geral


Urbe – Núcleos Urbanos de Pesquisa e Intervenção


Dr. Rogério Gomes


 


1. Ordenamento do Território


     Coordenação/Responsável:


Dr. Rogério Gomes


 


     Modelo de Gestão e Animação


Dr. Rogério Gomes


 


      Cartografia e Assessoria do Projecto


Tânia Baleia, licenciada em Arquitectura de Gestão Urbanística


 


      Levantamento Arquitectónico


Arquitecto Paolo Marcolin


Rosa Branca da Silva Marcolin


Ândrea Susana da Silva Pinho Ferreira


Pedro Adélio Costa Macedo


Ricardo Paulo Castro Maia da Costa


 


2. Paisagismo


a)     Levantamento da situação física, ecológica e paisagística


b)     Levantamento dos problemas de segurança


c)     Programação do Projecto


 


     Coordenação/Responsável:


Prof. Arq. Paisagista Manuela Raposo Magalhães


 


Equipa Técnica:


Direcção de Projecto: Arq. Paisagista Duarte d’Araújo Mata


Concepção do Plano


Arq. Paisagista Cláudia Ávila Gomes


Arq. Paisagista Miguel Machado Domingues


Arq. Paisagista Rita Marcelino Jorge


   
 
   
 
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